terça-feira, 6 de outubro de 2009

PATRIMÔNIO CULTURAL E AS SUAS FUNÇÕES SOCIAIS: A IMPORTÂNCIA DE PRESERVAR

Uanderson Martins Santos - Patrimônio Cultural 2009.2
Graduando em História do DHI-UFS

Qual a importância de preservar o Patrimônio Cultural? Antes disto ser respondido é preciso saber o que é patrimônio?Em primeiro lugar Patrimônio Cultural é tudo aquilo que remete um valor simbólico e histórico, suscitando - em um povo – um sentimento de identificação com um lugar elou tempo. E é a partir deste sentimento que as pessoas deixam de ser anacrônicas e iguais e tornam-se seres ímpares.

A partir desta definição pode-se dizer que a preservação é importante para que estes objetos e manifestações culturais não sejam destruídos ao decorrer do tempo. E é através dela, que as gerações futuras terão acesso ao que ocorreu com o seu povo.

Definidos o termo e a importância, deve-se pensar em algumas maneiras de conservação. Sem dúvida a primeira medida a ser tomada para que proteção aconteça é
a conscientização do maior interessado, a população. Essa conscientização deve ser incentivada pelos docentes em sala de aula (cobrando pesquisas sobre o assunto) e pelos
veículos de comunicação com um espaço voltado à educação das pessoas a respeito deste tema. Dessa forma as pessoas perceberão que são responsáveis pela salvaguarda e
valorização desses bens culturais, tornando-se fiscalizadoras e apreciadoras dos mesmos.

Um fator que precisa-se ressalvar é a função do patrimônio na economia de uma cidade (estado ou país), pois este impulsiona o movimento financeiro principalmente na área do turismo e com isto torna-se também.um gerador de empregos. Outro aspecto interessante é a utilidade dele como fonte histórica, ajudando o historiador a entender os
paradigmas e comportamentos de uma sociedade em uma determinada época.

Dito isto, evidencia-se que o patrimônio cultural tem um papel sócio-educativo e também uma utilidade econômica na vida das pessoas, provando o seu pragmatismo.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

O VALOR DOS BENS CULTURAIS

Diego Teles de Menezes – I unidade - Patrimônio Cultural 2009-2
Aluno do Curso de Licenciatura em História (DHI-UFS)


Para que se conheça um determinado conglomerado de pessoas, é preciso, prioritariamente, que se observe a produção cultural da sociedade em análise; ou seja, a arte, os costumes, a arquitetura, as leis ou qualquer outra manifestação sentimental que identifique o modo de vida de um povo e que ao mesmo tempo determine a singularidade e os valores humanísticos de uma nação.
Vivendo em sociedade, o ser humano adquiri valores que se expressam pelo conjunto de normas e técnicas de uma cultura e que, de uma forma ou de outra, são difundidas através de diversos meios que acabam por construir a identidade do indivíduo que nela esta inserido e, ao mesmo tempo, está aliado a um corpo comum com outros indivíduos. Ao passo que a noção de identidade nacional é construída, símbolos e representações de um povo são edificados de formas tangíveis ou intangíveis.
O entendimento desse contexto na esfera educacional ainda é bastante precário, e não seria exagero admitir que muitas vezes, nulo. Se o indivíduo compreende, desde os primeiros anos educacionais, que os valores produzidos pela sociedade em que vive o representa diante da imensidão de culturas, o cuidado, o respeito e admiração pelo que foi produzido durante a história de um povo seria perpassado às futuras gerações provocando uma espécie cultura em favor da cultura.
Apesar de leis definirem que a proteção dos bens de valor histórico-artístico e cultural, assim como o impedimento à evasão, destruição e descaracterização serem tarefa do estado, a divulgação desses valores deve-se, prioritariamente, seguir métodos educacionais estabelecidos através de debates em instituições e grupos de pesquisa acerca deste tema, buscando atingir o maior número de cidadãos ofertando-os a consciência da própria busca pela identidade em meio às tentativas de massificar a cultura.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

O Grande Problema do Patrimônio

Edson Jose Sá Júnior – I Unidade - Patrimônio Cultural 2009.2
Aluno do Curso de Licenciatura em História da UFS

Ao tratar do assunto patrimônio há uma diversidade de idéias tão grande que o conceito remetente à riqueza ou herança transmitida e construída é a mais aceita entre determinados indivíduos e grupos sociais. Entretanto o patrimônio, ou pelo menos seu conceito, é por demais relativo e depende de quem fala e de que ponto de vista fala.

Digamos que uma família tenha dois irmãos e o primogênito no leito de morte do seu avô paterno tenha ganhado do velho homem a caneta a qual ele usou durante toda sua vida ao assinar contratos milionários de sua empresa. O irmão mais novo jamais soube dessa história, contudo sempre observava o irmão mais velho usando uma mesma caneta nos negócios. Esses irmãos discutiram e o mais novo quebrou a caneta que fora do avô sem saber; ao ver o irmão mais velho chorando aos prantos o mais novo foi lhe perguntar o motivo de tanto choro tendo em vista que era apenas uma velha caneta e o primogênito relatou como a adquiriu e ambos choraram por perder tal recordação deixada pelo avô. Como o irmão mais novo poderia preservar algo cujo não conhecia? Esse é um dos problemas do patrimônio, apesar do governo fazer sua parte com leis, institutos e programas se a massa, a grande parte da população não conhecer seus bens, valores ela jamais se conhecerá, jamais reconhecerá a si próprio e não valorizando a si não valorizará a outras culturas.

Um outro problema do patrimônio um tanto diferente do estudado acima, mas não tão longe é que tudo depende do ponto de vista de quem vê. Mesmo o indivíduo conhecendo sua cultura, seus valores, porém ele não valoriza a cultura os patrimônios material e imaterial de outros povos. Pode ser pelo etnocentrismo, uma visão, em termos culturais, pífia onde valoriza-se apenas a sua cultura e a entende como superior a todas outras e há, como também, o relativismo cultural onde todas as culturas são valorizadas e respeitadas. Entretanto mesmo o relativismo cultural sofre com a individualidade , apesar de respeitar outras culturas a valorização é muito relativa e conseqüentemente prejudicada.

Em suma, esses problemas resumem-se em um: Como preservar o patrimônio se não conheço e se não valorizo a minha cultura e outras culturas? Essa é uma pergunta sem resposta que está imersa na intelectualidade humana. Nem Unesco, nem IPHAN pode resolver esse problema, contudo sem a participação das massas tudo algum dia se perderá.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

OS BENS CULTURAIS

Daniel Arruda de Oliveira - I Unidade Patrimônio Cultural 2009.2
Aluno do Curso de Licenciatura em História do DHI - UFS

Para um conceito básico, o bem cultural é um conjunto de manifestações culturais de uma restrita comunidade ou um povoado. Caracterizado por reivindicações, por parte dos mesmos, visando à preservação de artefatos, monumentos, comidas, crenças populares, entre outros.
Em todo o mundo existem estas manifestações. Muitas delas podem e devem ser preservadas. E também há aquelas que são esquecidas e deixadas à toa por falta de consciência dos próprios habitantes que se encontram ao redor deste bem e não enxergam tal riqueza do local onde residem. Esses indivíduos que ignoram a presença de um bem cultural estão de forma indireta, e, muitas das vezes, de forma direta se apagando da visão do mundo globalizado, ou seja, não terão uma memória para que no futuro sejam lembrados por suas gerações. Para que haja a preservação de um bem cultural é preciso que se tenha também uma participação ativa e direta dos indivíduos da comunidade na qual se situa este bem. Ao haver esta interação, pode-se considerar um passo dado para que exista uma valorização monetária e/ou humanitária para caracterizar esta comunidade. Isso só será válido com a vistoria, primeiramente do povo, que chamará a atenção dos seus governantes, que por sua vez encaminhará uma solicitação à UNESCO que irá fazer uma verificação e decidirá se pode ser um Patrimônio Cultural ou não. A UNESCO é o órgão mundial responsável pela aprovação e catalogação de um patrimônio cultural. No Brasil existe o IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico-Artístico Nacional) que cataloga os bens culturais e promove os tombamentos nas comunidades. Além disso, os bens culturais possuem várias categorias das quais destacamos os bens pertencentes à natureza, o do saber e saber-fazer e os artefatos que são chamados de Patrimônio Imaterial.
Enfim, existem várias formas de preservar, separar e salvaguardar os bens culturais. E para que isso ocorra é preciso consciência não só por parte do povo e também não só esperar do governo, mas é preciso união de ambas as partes. Esse é o único meio viável para que nós possamos ter uma memória para ser relembrada e uma identidade para sermos reconhecidos em qualquer lugar do mundo contemporâneo.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

EDUCAÇÃO DAS MULHERES: HISTÓRIA, MEMÓRIA E MUSEALIZAÇÃO

O primeiro encontro do “Seminário Semestral 2009/2º do Grupo de Estudos e Pesquisas em História das Mulheres” (UFS/CNPq) ocorrerá na próxima sexta-feira, 07 de agosto, no auditório do Museu do Homem Sergipano - MUHSE (Rua Estância, 228, Centro), às 14h. Na ocasião, a mesa-redonda composta pelas professoras Verônica Nunes e Janaína Mello, ambas no curso de Museologia da UFS, discutirá o tema “Olhares da Museologia sobre a Mulher”.

O Seminário se desdobrará ao longo do segundo semestre de 2009 e os encontros mensais ocorrerão sempre no auditório do MUHSE. Estudantes e pesquisadores interessados em História das Mulheres poderão se inscrever e participar do Seminário gratuitamente.

Maiores informações sobre o Seminário e o GEPHIM no blog http://www.gephm-ufs.blogspot.com/ e através do e-mail “samuelalbuquerque@ufs.br”.

domingo, 2 de agosto de 2009

O IPHAN EM LAGARTO

Claudefranklin Monteiro Santos
Professor-Mestre do DHI-UFS

A posse da Profª. Drª Terezinha Alves de Oliva na Superintendência do IPHAN em Sergipe dá novo ânimo às questões que envolvem o patrimônio cultural sergipano. A julgar por sua prodigiosa trajetória, não só como docente e como pesquisadora, mas também quando esteve Diretora do Museu do Homem Sergipano, certamente novos e bons ares vêm por aí pela frente. Há muito que fazer e mudar, mas a capacidade administrativa da historiadora riachãoense renderá frutos incomensuráveis para a nossa cultura tão combalida.
No último dia 27 de julho do corrente ano, esteve em visita oficial a Lagarto o arqueólogo do IPHAN-SE, Dr. Roberto Ribeiro. Durante uma manhã e parte da tarde, sua estada pode deixar uma boa impressão aos lagartenses, sobretudo para aqueles que se dedicam à pesquisa da história e da cultura local. Além disso, parece inaugurar uma nova postura do IPHAN, que pretende dar maior atenção a outros centros de cultura, como a tricentenária cidade de Lagarto.
Ao visitar os subterrâneos da Maternidade Monsenhor Daltro (hoje um Centro de Especialidades Médicas), o arqueólogo constatou o que já havíamos concluído meses antes. A construção encontrada trata-se de uma fossa, estilo vestuário, com galerias, típica dos anos 60 e 70. Notamos que o Prefeito Valmir Monteiro continua firme com a idéia de construir no local um Memorial Subterrâneo que marcará o início das atividades alusivas ao Centenário de Falecimento de João Batista de Carvalho Daltro (1910-2010).
Em passagem pelo antigo Largo do Rosário, constatamos, com pesar, o estado de abandono em que se encontra o antigo Grupo Sílvio Romero, fundado nos anos 20, no então Governo de Graccho Gardoso. O prédio é o único bem cultural tombado pelo patrimônio estadual no município. Não fosse o funcionamento da Biblioteca Municipal José Vicente de Carvalho, a situação seria de total descaso. O Grupo precisa urgentemente de cuidados, pois corre o risco de desabamento.
Nas proximidades do marco fundador e da capela do Povoado Santo Antônio, o arqueólogo pode constatar, preliminarmente, a existência de aldeamento indígena na região e missões religiosas católicas por volta de meados do século XVI. Apesar de a história assim se expressar, o pesquisador do IPHAN afirmou que somente um trabalho mais acurado de arqueologia histórica poderia desvendar novas informações sobre os primórdios de Lagarto.
De qualquer sorte, a visita do Dr. Roberto Ribeiro, como dizem os indianos, foi auspiciosa, pois cria uma ponte entre o IPHAN e o interior do Estado, principalmente os mais desassistidos, como Lagarto, que a exemplo de outros, importantes historicamente, podem contribuir muito ainda em termos de patrimônio cultural.
Fonte:

sexta-feira, 15 de maio de 2009

MUSEUS SERGIPANOS COMEMORAM A 7ª. SEMANA NACIONAL DE MUSEUS

Pelo sétimo ano consecutivo museus em todo o País estarão comemorando a Semana Nacional de Museus. É uma oportunidade para integrar num mesmo objetivo as instituições museais que, através de variada programação, interagem com a sociedade, chamando a atenção para a sua existência, para os serviços que podem oferecer e para debater grandes temas que dizem respeito à sua atuação.
Este ano a temática de debate é “Museus e Turismo”, a ser abordada de diferentes maneiras. Em Sergipe, museus e memoriais públicos e privados uniram-se para realizar um Seminário que terá lugar no Auditório da Biblioteca Pública “Epifânio Dórea”, nos dias 18, 19 e 20, iniciando-se sempre às 18h30min. Dirigido não apenas aos estudantes e profissionais das áreas museológica e de turismo e eventos, mas também aos interessados em geral, o Seminário que trará também apresentações culturais, cumprirá a seguinte programação:

Dia 18 - Abertura

Palestra : Perspectiva da musealização dos atrativos turísticos .
Ministrante – Prof. Dra. Rita Maia Silva (do Curso de Museologia da UFS)
Coordenadora – Profa. Izaura Júlia Oliveira Ramos (Coordenadora de Museus da Secretaria de Estado da Cultura)

Dia 19 – Palestra : Museus e Turismo

Ministrante : Profa. MSc. Verônica Maria Meneses Nunes (Coordenadora do Curso de Museologia da UFS)
Coordenadora : Mus. Fabiana Carnevale Maciel (Diretora do Memorial de Sergipe)

Dia 20 – Mesa Redonda : Os Museus nos roteiros turísticos de Sergipe

Participantes : Emsetur, Abave, Funcaju, Secretaria de Estado da Cultura, Sindicato de Guias de Turismo.
Coordenadora: Prof. Dra. Terezinha Alves de Oliva (Diretora do Museu do Homem Sergipano)

As inscrições poderão ser feitas no local e os participantes terão direito a certificado.